Guia de localização do Gentoo Linux
1.
Fuso horário
Para manter o horário correto, /etc/localtime deve conter os dados
fuso horário corretos. Olhe em /usr/share/zoneinfo/ e escolha seu
fuso horário ou cidade grande mais próxima. Por favor evite as zonas de fuso
horário em /usr/share/zoneinfo/Etc/GMT*, já que seus nomes não
refletem as zonas esperadas. Por exemplo, GMT-8 é na verdade GMT+8.
Listagem de código 1.1: ajustando o fuso horário |
# cp /usr/share/zoneinfo/Europe/Berlin /etc/localtime
# date
Sun Feb 16 08:26:44 CET 2003
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Nota:
Certifique-se de que o indicador de fuso horário de três letras (neste caso
"CET") está correto para sua área.
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Nota:
Você pode configurar o valor de TZ para ser tomado depois de
/usr/share/zoneinfo em seu arquivo de shell rc
(.bash_profile para bash) para ter um ajuste em nível de usuário.
Neste caso TZ="Europe/Berlin".
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2.
Relógio de hardware
Na maior parte das instalações do Gentoo Linux, o relógio de hardware está
configurado para UTC (ou GMT, Greenwhich Mean Time) e seu fuso horário é levado
em consideração para determinar o horário local real. Se, por algum motivo, você
precisa de seu relógio de hardware não em UTC, você precisa editar o
/etc/conf.d/clock e mudar o valor de CLOCK de UTC
para local.
Listagem de código 2.1: relógio local vs. GMT |
CLOCK="UTC"
CLOCK="local"
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3.
Sistema de locale
O que são locales?
Uma locale é um conjunto de informações que a maior parte dos programas usa para
determinar ajustes específicos de país e língua. Os locales e seus dados são
parte da biblioteca de sistema e podem ser encontrados em
/usr/share/locale na maior parte dos sistemas. Um nome de locale é
geralmente chamado de ab_CD, onde ab é o código de duas (ou três
letras) de língua (como especificado no ISO-639) e CD é o código de duas
letras do país (como especificado no ISO-3199).
Variáveis de ambiente para locales
Configurações de locale são guardadas em variáveis de ambiente. São tipicamente
configuradas em /etc/env.d/02locale (para ajustes globais de
sistema) e no arquivo ~/.bashrc (para ajustes de usuário). As
variáveis que controlam diferentes aspectos dos ajustes de locale são dadas na
tabela abaixo, as com maior precedência (isto é, aquelas que sobre-escrevem
ajustes abaixo delas) estão na parte superior da tabela. Todas variáveis aceitam
um nome de locale no formato ab_CD dado acima.
| Nome da variável |
Explicação |
| LC_ALL |
Define todos ajustes de locale de uma vez. Este é o maior ajuste de
locales que sobre-escreve qualquer outro ajuste. |
| LC_COLLATE |
Define a ordem alfabética dos textos. Isto afeta, por exemplo, a saída de
listagem de diretórios ordenada.
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| LC_CTYPE |
Define as propriedades na hora de lidar com caracteres do sistema. Isto
determina que caracteres são vistos como parte do alfabeto, números e assim
em diante. Também determina o conjunto de caracteres a ser usado, se
aplicável.
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| LC_MESSAGES |
Localização de programa para aplicações que usam um esquema de localização
baseado em mensagens (a maior parte dos programas Gnu, veja os próximos
capítulos para mais informações de quais usam, e como fazer com que os
programas que não usam usar).
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| LC_MONETARY |
Define unidade monetária e formatação dos valores numéricos da moeda. |
| LC_NUMERIC |
Define a formatação da valores numéricos que não são monetários. Afeta
coisas como um separador de milhares ou decimal.
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| LC_TIME |
Define formato de datas e hora. |
| LC_PAPER |
Define tamanho padrão do papel. |
| LANG |
Define todos ajustes de locale de uma só vez. O ajuste pode ser
sobre-escrito pelos ajustes de LC_* individuais acima ou até mesmo por
LC_ALL.
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Nota:
Embora a maior parte dos programas funcione só com LC_ALL, alguns têm problemas
se LC_ALL estiver configurado, mas LANG não estiver. Se você quiser evitá-los,
configure os dois.
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Tipicamente os usuários só configuram uma variável LANG e talvez uma variável
LC_CTYPE em nível de usuário adicionando as definições ao arquivos de
inicialização de shell, definindo a variável de ambiente manualmente da linha de
comando:
Listagem de código 3.1: configurando o locale alemão |
export LANG="de_DE@euro"
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Nota:
Anexe @euro ao locale se você quiser usar o símbolo de moeda do
Euro (€)
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Para que a localização baseada em mensagens funcione em programas que a
suportam, você provavelmente precisará compilar os programas com a opção de USE
nls (Native language support) ativada. A maior parte dos programas que
usa nls também precisam da biblioteca do gettext para extrair e usar mensagens
localizadas. Claro, o Portage do Gentoo irá instalá-lo automaticamente quando
necessário.
Também há uma variável adicional de localização chamada LINGUAS, que afeta a
localização de arquivos que são instalados em programas baseados em gettext e
decide a localização usada para pacotes de software específicos, como
kde-base/kde-i18n e app-office/openoffice. A variável aceita uma
lista separada por espaços de códigos de língua, e o lugar sugerido para
configurá-la é /etc/make.conf:
Listagem de código 3.2: configurando LINGUAS no make.conf |
# nano -w /etc/make.conf
LINGUAS="de fi en"
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Gerando locales específicos
Se você usa um locale que não está disponível por padrão, você deve usar
localedef para gerar seu locale. Por exemplo:
Listagem de código 3.3: Gerando um locale usando localedef |
# localedef -c -i en_US -f ISO-8859-15 en_US.ISO-8859-15
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Depois de gerar o locale, você pode exportar a variável LANG conforme for
conveniente.
Listagem de código 3.4: Exportando a variável LANG |
# export LANG="en_US.ISO-8859-15"
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A opção de USE userlocales
Você provavelmente só usa um ou talvez dois locales em seu sistema. Até agora
depois de compilar o glibc, um conjunto completo de locales foi criado. A
partir de agora você pode ativar a opção de USE userlocales e especificar
somente os locales de que você vai precisar em /etc/locales.build.
Listagem de código 3.5: Ative a opção de USE userlocales especialmente para o glibc |
echo "sys-libs/glibc userlocales" >> /etc/portage/package.use
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Agora especifique os locales que você quer poder usar:
Listagem de código 3.6: Adicionando locales a /etc/locales.build |
en_US/ISO-8859-1
en_US.UTF-8/UTF-8
de_DE/ISO-8859-1
de_DE@euro/ISO-8859-15
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O próximo passo é recompilar o glibc. Lógico que você pode deixar para
fazer isso quando a próxima atualização do glibc estiver disponível.
4.
Arranjo de teclado para o console
O arranjo de teclado usado pelo console é configurado em
/etc/conf.d/keymaps pela variável KEYMAP. Valores válidos
podem ser encontrados em /usr/share/keymaps/{arch}/.
i386 tem mais subdivisões em arranjos (qwerty/,
azerty/, etc.). Algumas línguas têm opções múltiplas, então talvez
você queira experimentar para decidir qual é melhor para suas necessidades.
Listagem de código 4.1: ajustando o mapa de teclado do console |
KEYMAP="de"
KEYMAP="de-latin1"
KEYMAP="de-latin1-nodeadkeys"
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5.
Arranjo de teclado para o servidor de X
O arranjo de teclado usado pelo servidor de X é especificado em
/etc/X11/xorg.conf pela opção XkbLayout.
Listagem de código 5.1: configurando o mapa de teclado do X |
Section "InputDevice"
Identifier "Keyboard1"
...
Option "XkbLayout" "de"
# Option "XkbVariant" "nodeadkeys"
...
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6.
KDE
Para o KDE você terá que instalar o pacote kde-base/kde-i18n. Kde-i18n
respeita a variável LINGUAS descrita anteriormente.
7.
O símbolo do Euro para o console
Para que o console mostre o símbolo do Euro, você irá precisar configurar
CONSOLEFONT em /etc/rc.conf com um arquivo encontrado em
/usr/share/consolefonts/ (sem o .psfu.gz). lat9w-16
tem o símbolo do euro.
Listagem de código 7.1: ajustando a fonte do console |
CONSOLEFONT="lat9w-16"
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8.
O símbolo do Euro no X
Maior parte dos aplicativos
Fazer o símbolo do Euro funcionar corretamente no X é um pouco mais difícil. A
primeira coisa a fazer é mudar as definições de fixed e variable
em /usr/X11R6/lib/X11/fonts/misc/fonts.alias para terminar em
iso8859-15 ao invés de iso8859-1.
Listagem de código 8.1: configurando fontes padrão do X |
fixed -misc-fixed-medium-r-semicondensed--13-120-75-75-c-60-iso8859-15
variable -*-helvetica-bold-r-normal-*-*-120-*-*-*-*-iso8859-15
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Alguns aplicativos usam sua própria fonte, e você vai ter que falar para eles
usarem uma fonte com o símbolo do Euro separadamente. Você pode fazer isso em
nível de usuário no .Xdefaults (você pode copiar este arquivo para
/etc/skel/ para uso de novos usuários), ou em nível global para
qualquer aplicativo com um arquivo de recursos em
/usr/X11R6/lib/X11/app-defaults/ (como o xterm). Nestes arquivos
você geralmente deve mudar uma linha existente, ao invés de adicionar uma nova.
Para mudar nossa fonte de xterm, por exemplo:
Listagem de código 8.2: mudando fontes para o xterm |
# echo 'XTerm*font: fixed' >> .Xresources
# xrdb -merge .Xresources
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O símbolo do Euro no (X)Emacs
Para usar o símbolo do Euro com (X)Emacs, adicione o seguinte ao
.Xdefaults:
Listagem de código 8.3: configurando a fonte para emacs |
Emacs.default.attributeFont: -*-courier-medium-r-*-*-*-120-*-*-*-*-iso8859-15
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Para XEmacs (não o Emacs normal), você tem que fazer mais um pouco. Em
/home/user/.xemacs/init.el, adicione:
Listagem de código 8.4: ajustando a fonte para xemacs |
(define-key global-map '(EuroSign) '[€])
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Nota:
O símbolo dentro das chaves é o símbolo do Euro.
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OpenOffice.Org
As ebuilds de fonte atuais app-office/openoffice (ou -ximian)
suportam a variável LINGUAS para selecionar pacotes
de línguas de interface gráfica. As ebuilds binárias estáveis de
app-office/openoffice-bin ainda não suportam a variável LINGUAS,
todavia, portanto, para poder usar OpenOffice.Org localizado você deve ou
instalar a versão da fonte, ou, a sua discrição, a versão binária instável.
Para ver o estado da tradução da interface gráfica, hifenização, verificação
de ortografia e outras localizações em sua língua, por favor veja o
web site de localização
do OpenOffice.Org.
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